ESCRITO POR: PAULO NOBUO
DEAN DROBOT/SHUTTERSTOCK
Ficar muito tempo sem dormir pode aumentar até os ricos de demência cerebral. Isso porque, segundo um estudo realizado pela Universidade Politécnica de Marche na Itália, células cerebrais que destroem e digerem detritos desgastados, promovendo uma espécie de faxina no órgão, trabalham em excesso quando há privação de sono.
O fato poderia então explicar por que pessoas que dormem menos de seis horas à noite ou sofrem com sono de má qualidade apresentam maiores chances de desenvolver demência, Alzheimer e outros distúrbios neurológicos.
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Insônia, noites mal dormidas: o que diz a ciência?
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Publicado pelo Journal of Neuroscience, a pesquisa mostrou que, comparando o cérebro de ratos de laboratório que tinham padrões de sono normal com camundongos que eram obrigados a ficar sem dormir, era possível observar que o órgão tem um mecanismo de limpeza que recria sinapses danificadas e as transforma em proteínas e novas membranas, que apenas funcionaria plenamente quando o sono é regular.
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No cérebro de roedores com privação de sono o sistema de faxina permanecia mais ativo do que o normal e, trabalhando além da conta, quebrava mais conexões neurais, desregulando o bom funcionamento cerebral.
Todo o processo, de acordo com os pesquisadores, acelera o funcionamento de pequenas células imunológicas do sistema nervoso, chamadas de micróglias e responsáveis pela proteção do cérebro, podendo então comprometer sua ação defensora e aumentar os riscos de doenças neurodegenerativas.
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