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O útero não é uma proteção para toxinas

O Acordo de Paris deve ser apoiado e fortalecido, não enfraquecido (Foto: sitarambhartia.org)

Até algumas décadas atrás, a crença falsa de que bebês no útero estavam perfeitamente protegidos pela placenta e que não precisavam de proteção contra ameaças ambientais era popular. Hoje sabemos que uma variedade de químicos, poluentes e vírus viajam através da placenta e passam de mãe para filho, pré-infectando o bebê mesmo antes de seu nascimento.

Análises de dados de biomonitoração do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) encontraram dúzias de químicos tóxicos, poluentes e metais pesados em mulheres grávidas, muitos dos quais também foram encontrados nos cordões umbilicais de recém-nascidos. Entre eles, pesticidas espalhados por prédios urbanos, químicos anti-incêndios usados em móveis, poluentes de ar vindos de combustíveis fósseis, chumbo e mercúrio. Estudos provam que todos estes componentes são capazes de danificar cérebros em desenvolvimento, principalmente quando os bebês são expostos a eles ainda no útero ou logo depois de nascerem.

Por este motivo, foi particularmente alarmante quando o novo líder da Agência de Proteção Ambiental (E.P.A) dos EUA, Scott Pruitt, rejeitou a conclusão científica que recomendava banir um dos compostos inseticidas mais usados no país, o clorpirifós. Especialistas da própria agência chegaram a essa conclusão baseados em anos de pesquisa que indicam que o clorpirifós estava ligado a problemas neurológicos em crianças, incluindo habilidade cognitiva diminuída.

Pesquisas também concluíram que o aquecimento global, causado em grande parte por dióxido de carbono emitido pela queima de carvão e outros combustíveis fósseis, está ligado a um crescente número de doenças cardíacas, má nutrição, doenças infecciosas, entre outros. Estas consequências podem diretamente ou indiretamente afetar o desenvolvimento do cérebro, as funções cognitivas e comportamentais de crianças, afetando sua capacidade de aprender.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3 milhões de mortes por ano estão ligadas à poluição do ar. No que diz respeito ao aquecimento global, políticas e leis federais e internacionais que promovem energia limpa, restrição de emissão de gases poluentes e suporte ao Acordo de Paris são essenciais, e devem ser fortalecidos, não eliminados.

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